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PROJETO, DESENVOLVIMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DE UM ROBÔ NADADOR DE INSPIRAÇÃO BIOLÓGICA
2014-01-22 17:50:00
por Flavio Daniel De Oliveira Araujo Ramos

Ver Imagem da NotíciaE se fosse possível desenvolver robôs capazes de nadarem como um peixe? Estudo inovador de mestrando ISEP desvenda potencialidades da robótica de inspiração biológica.

Uma das linhas de investigação e desenvolvimento na área da robótica que tem recebido maior atenção nos últimos anos é o desenvolvimento de robôs de inspiração biológica.

«Quer sejam robôs que usem pernas, asas ou barbatanas como meio de locomoção, a ideia passa por adquirir conhecimento dos seres biológicos, cuja evolução se deu ao longo de milhões de anos, e aproveitar o conhecimento assim adquirido para implementar os mesmos métodos de locomoção, ou pelo menos usar a inspiração biológica, nas máquinas que desenvolvemos. Crê-se que desta forma se conseguirão desenvolver máquinas com capacidades próximas das dos seres biológicos em termos de capacidades de locomoção e eficiência energética», refere Manuel Silva, docente do ISEP.

Com este enquadramento, José Augusto Moreira da Silva foi desafiado a desenvolver um estudo sobre locomoção robótica de inspiração biológica no âmbito do mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores.

«Pretendia-se com este projeto desenvolver um robô nadador de inspiração biológica, ou seja um robô que se baseie em movimentos ondulatórios do corpo e/ou no movimento de barbatanas (tal como um peixe) para se deslocar», refere Manuel Silva, docente que coorientou a dissertação.

«Inicialmente foi realizado um estudo sobre a locomoção dos peixes, para perceber a sua forma de se movimentar. Foi ainda efetuado um estudo acerca dos robôs nadadores existentes, de forma a verificar a sua constituição e formas de locomoção. Numa fase inicial foi projetado um protótipo e, de seguida, procedeu-se à implementação do robô de uma forma sequencial. Implementou-se a sua estrutura, com o objetivo de se assemelhar o mais possível a um peixe, sendo a locomoção assegurada pelas barbatanas peitorais e caudal», completa o docente do ISEP.

No âmbito deste projeto foram utilizados servomotores para a locomoção do robô, de modo a possibilitar o movimento numa determinada direção e orientando-se através de uma bússola digital. Posteriormente, foi também introduzido um emissor/recetor de radiofrequência e testada a locomoção do robô.

«Nos ensaios realizados no tanque de testes disponível no ISEP e na Piscina Municipal de Espinho verificou-se que o robô conseguiu nadar com estabilidade e com sentido de direção».

Olhando a este «projeto inovador», Manuel Silva aponta as potencialidades que desvenda às empresas/sociedade: «veículos baseados em protótipos deste tipo podem ser utilizados em tarefas de inspecção e monitorização subaquáticas, com maior manobrabilidade e eficiência energética face aos veículos submarinos disponíveis nos dias de hoje.»

A dissertação de José Silva foi desenvolvido sob a orientação de Manuel Silva e Ramiro Barbosa para o ramo de Automação e Sistemas, tendo sido avaliado em 16 valores. Atualmente, o mestre José Silva encontra-se a trabalhar como engenheiro eletrotécnico, na empresa SN Maia – Siderurgia Nacional SA.

O mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores apresenta quatro áreas de especialização: Automação e Sistemas; Sistemas Autónomos; Sistemas e Planeamento Industrial; Telecomunicações.

+INFO
www.dee.isep.ipp.pt

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