Carlos Palhares apresenta a MECWIDE e algumas opiniões sobre o empreendedorismo. Este diplomado em Engenharia de Instrumentação e Qualidade Industrial pelo ISEP é o CEO do grupo que está envolvido nas áreas da formação, construção e manutenção industrial e serviços de engenharia em três continentes. Engenheiro, gestor e empreendedor, Carlos Palhares foi apontado como um modelo de empreendedorismo pela Câmara Municipal do Porto, ao integrar o projeto “Porto de Futuro”. Conhece o mais recente exemplo de empreendedores ISEP.
JOSÉ CARLOS PEREIRA PALHARES Licenciado em Engenharia de Instrumentação e Qualidade Industrial (1996). MBA (2011), cursos de Análise Financeira (2011) e de Controlo de Gestão e Avaliação de Performance (2011) na Porto Business School e Oil&Gas Mini MBA na CWC School of Energy – London (2013). CEO do Grupo MECWIDE (www.mecwide.com)
1. Como surgiu a ideia de criar a empresa? O meu pai trabalhou no setor e quis dedicar-lhe este projeto.
2. Quais foram os fatores críticos para este caminho? Atitude, querer e resiliência.
3. Qual é o elemento diferenciador do seu negócio? Work Hard, Have Fun, No Drama.
4. Existe uma relação entre a engenharia e o empreendedorismo? A meu ver existe uma relação muito forte. Eu julgo que a engenharia é a arte de criar e desenvolver. O empreendedorismo soma a vontade ao que descrevo como engenharia.
5. Existe uma cultura empreendedora em Portugal? Acho que em Portugal não existe menos empreendedorismo que em outros países. O mercado das empresas em Portugal, como em muitos países, é maioritariamente dominado por PME. No nosso país, mais de 85% das empresas empregam menos de 25 colaboradores e isso traduz uma forte cultura de empreender, naturalmente.
6. O empreendedorismo e a inovação tecnológica são fatores-chave para o sucesso da economia portuguesa? Acho que são um fator de sucesso para qualquer economia. Existe ainda outros fatores que podem ajudar e que devemos trabalhar arduamente: o sistema de justiça, a simplificação dos processos com o Estado, a credibilidade do sistema fiscal português (a meu ver é paupérrimo!) e naturalmente o clima laboral e a formação.
7. Ser empreendedor é um fator inato ou uma competência que se desenvolve? Tenho de confessar que sinto que algo de inato tem, mas considero que se pode desenvolver e melhorar estas competências, pois existem empreendedores a falhar muito. Considero que ser empreendedor em Portugal é um ato de coragem face ao ambiente económico e à dificuldade de acesso ao crédito com base num sistema de justiça completamente desadequado e a servir os interesses de uma pequena parte da sociedade.
8. Qual é o papel das instituições de ensino superior neste processo? Eu considero que se tem feito algo de muito bom, em muitas instituições do ensino superior. Falta ainda mudar muito o paradigma da formação apenas para os jovens e criar um ensino virado para a vida das pessoas e das empresas. O futuro do ensino superior deixou de estar apenas nos novos alunos, mas sim na atualização dos ex-alunos e nas empresas onde estes estão, a meu ver.
9. Neste sentido, quais foram as grandes mais-valias da passagem pelo ISEP? Serei injusto ao nomear pessoas. Marcou-me muito a minha passagem pela aeISEP e o sentido prático da escola. No meu tempo tinha vários professores na indústria e isso era uma vantagem competitiva enorme.
10. Como descreve o empreendedorismo numa ideia? Uma ideia que se executa!
MECWIDE (www.mecwide.com) «A MECWIDE tem uma equipa de profissionais altamente qualificada e assume o compromisso de promover a melhoria contínua, de forma a alcançar os objetivos dos seus clientes. Sendo a internacionalização um fator chave para o seu crescimento, a MECWIDE consegue, já hoje, estar em vários países da Europa (França, Holanda, Roménia, Rússia e Suíça), África (Angola e Nigéria) e América Latina (Brasil). Ambiciona ser reconhecida como uma referência nos seus ramos de atuação, inovando permanentemente o negócio com colaboradores motivados rumo à excelência».
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