Álvaro Ferreira apresenta a Tuizzi.com e algumas opiniões sobre o empreendedorismo. Este diplomado em Engenharia Informática pelo ISEP montou um negócio de gestão de publicidade juntamente com Afonso Santos e Hélder Fernandes, também engenheiros informáticos formados no Instituto Superior de Engenharia do Porto. Conhece o mais recente exemplo de empreendedores ISEP. ISEP: 160 anos a promover a inovação e criação de valor.
ÁLVARO FERREIRA Licenciado em Engenharia Informática (2008) Cofundador e sócio-gerente da TUIZZI.com (www.tuizzi.com)
1. Como surgiu a ideia de criar a empresa? O projeto da TUIZZI iniciou-se em 2009 e veio à luz em abril de 2011. A ideia surgiu quando detetamos a necessidade de um software de gestão de publicidade exterior. Após alguma pesquisa do que havia no mercado, chegou-se à conclusão que havia espaço para trabalhar no mercado e dessa ideia até à atual, foi TUIZZI (too easy).
2. Quais foram os fatores críticos para este caminho? Penso que o principal fator que nos trouxe até aqui foi termos sempre acreditado na força da equipa e na qualidade da ideia de negócio. Não vamos dizer que não há dias melhores e piores, no entanto, quando um membro da equipa está menos animado, existe sempre outro para colocar o ânimo lá em cima. Uma das nossas maiores vitórias foi ultrapassar o mercado escuro da publicidade exterior e fazer com que uns outsiders na publicidade passassem a fazer parte da "família".
3. Qual é o elemento diferenciador do seu negócio? O trunfo é a equipa. O ingrediente foi "paixão". Toda a equipa da TUIZZI.com complementa-se muito bem. Apesar de haver perfis muito diferentes, essas mesmas diferenças garantem à equipa uma versatilidade e capacidade de adaptação importante numa startup para enfrentar as adversidades do dia-a-dia.
4. Existe uma relação entre a engenharia e o empreendedorismo? Julgo que a escola de engenharia ensina sobretudo a resolver problemas e a contornar as adversidades do quotidiano, treinando-nos dessa forma. E essa é, sem dúvida, uma das qualidades que o empreendedor deve ter. Deve ser resiliente.
5. Considera que existe uma cultura empreendedora em Portugal? Cada vez mais, esta cultura está mais forte. Deve-se em parte, e infelizmente, às dificuldades e necessidades que as pessoas estão a ter no seu dia-a-dia e essa necessidade faz com que sejamos cada vez mais empreendedores.
6. O empreendedorismo e a inovação tecnológica são apontados como fatores-chave para o sucesso da economia portuguesa. Concorda? Há muitas maneiras de nos mostrarmos empreendedores. Julgo que Portugal vai mostrar-se muito forte nos mercados do empreendedorismo tecnológico mas também social.
7. Ser empreendedor é um fator inato ou uma competência que se desenvolve? Para mim é uma competência que se cultiva e desenvolve. Sem dúvida que há países que tentam cultivar mais esta cultura e tendem a propiciar mais interação entre empreendedores, com palestras, seminários, semanas e concursos ou simplesmente business drinks.
8. Qual é o papel das instituições de ensino superior neste processo? Dado que é uma característica que se desenvolve, julgo que é importante haver, ainda mais na escola de engenharia, cadeiras que preparam e catalisam projetos inovadores, bem como os seus empreendedores.
9. Neste sentido, quais foram as grandes mais-valias da passagem pelo ISEP? Houve uma iniciativa conjunta entre o ISEP e a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), que consistiu numa semana intensiva de empreendedorismo e que foi um marco para nós e nos deu o gosto e vontade para continuar esta senda.
10. Como descreve o empreendedorismo numa ideia? O empreendedorismo identifica oportunidades e capitaliza-as.
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