Em Portugal, muitos sistemas de drenagem são unitários ou funcionam de forma parcialmente separativa, devido a ligações indevidas entre redes pluviais e domésticas e à infiltração de águas do solo nos coletores. Em tempo de chuva, os caudais que excedem a capacidade de tratamento das ETAR ou dos sistemas intercetores a montante são, regra geral, descarregados diretamente para os meios recetores, sem qualquer tratamento. Estas descargas constituem importantes fontes de poluição, não só por conterem águas residuais domésticas e industriais, como também devido ao efeito da lavagem dos pavimentos e dos coletores. Por outro lado, as sobrecargas das ETAR podem levar a acréscimos significativos dos custos de exploração e à redução da eficiência de tratamento.
Para além das descargas em tempo de chuva, o funcionamento deficiente de descarregadores de tempestade, intercetores, estações elevatórias ou outras componentes dos sistemas de drenagem e tratamento podem igualmente provocar descargas acidentais de águas residuais não tratadas.
A tomada de consciência da necessidade de travar a progressiva degradação dos meios recetores tem conduzido ao aumento das exigências regulamentares para a sua proteção, a nível internacional e nacional, incluindo a limitação das descargas de excedentes de sistemas de drenagem. Estes assuntos têm merecido uma atenção crescente, nos últimos anos, em Portugal.
Neste encontro técnico pretende-se discutir o problema e dar uma panorâmica de ações e medidas adotadas para a melhoria do funcionamento dos sistemas em tempo de chuva e mitigação das descargas não tratadas.
DESTINATÁRIOS Profissionais de Ambiente e Saúde Pública, autarcas, técnicos de Administração Pública Central e Regional, técnicos de entidades municipais, entidades e empresas ligadas ao uso da Água, docentes, investigadores e estudantes.