A frustração, a sensação de impotência, as dúvidas que persistem, o medo, … O dia 30 de Outubro é o dia escolhido para reflectir sobre o cancro da mama. Lembramos que existem pessoas que já descobriram dor, alegria, e sempre, … sempre esperança. Não existem certezas, mas desistir é algo inconcebível e a palavra “lutar” é, predominantemente, a mais utilizada no vocabulário das pacientes e a mais proferida pelos profissionais que lidam diariamente com esta doença.
O cancro da mama, que é a malignidade mais comum na mulher, representa cerca de 24% dos casos de cancro. Normalmente raro antes dos 30 anos, o cancro da mama tem mais probabilidades de se desenvolver à medida que a idade avança. Porém, a taxa de crescimento abranda nas mulheres que atingiram a menopausa. Há numerosos factores de risco conhecidos, nos quais se incluem: história familiar da doença; envelhecimento; exposição aos agentes cancerígenos e a maternidade tardia (primeiro filho depois dos 30 anos). Além disso, alguns investigadores acreditam que a obesidade, uma alimentação rica em gorduras, a ingestão excessiva de álcool e o uso de medicamentos contendo estrogénios (terapêutica de substituição hormonal ou pílulas anticoncepcionais) podem aumentar o risco de cancro.
Se a doença é detectada e tratada cedo, antes de ter tido hipóteses de progredir e desenvolver-se até ser um cancro da mama avançado, a taxa de sobrevivência pode chegar a 95% - um argumento poderoso a favor do aumento da informação acerca do cancro da mama e do aperfeiçoamento dos programas de rastreio.
De forma encorajadora, existem novos tratamentos sofisticados. Neles estão incluídas várias combinações de cirurgia, radioterapia, terapêutica hormonal, quimioterapia, e recentemente, o tratamento com anticorpos monoclonais.
Em Portugal, a situação tornou-se preocupante, todos os dias morrem quatro mulheres devido ao cancro da mama. Por ano surgem 3500 novos casos.
Calcula-se que uma em cada dez mulheres venha a desenvolver cancro da mama ao longo da sua vida, mas este cenário pode ser invertido caso a doença seja detectada a tempo. Para tal, é fundamental a participação da própria mulher. Mas, acima de tudo, o maior segredo é a prevenção.
(Algumas informações foram adaptadas da Documentação “Online” de Roche - www.roche.pt)
Informações mais pormenorizadas em: http://www.vencerviver.dpp.pt/