Os alunos tinham, segundo ordens dos professores responsáveis, dispensa das aulas se inscritos no seminário “I&D na Indústria Automóvel”. Tudo para seguirem de perto projectos inovadores na área da mecânica e da indústria automóvel.
No total, mais de 250 pessoas encheram as cadeira do Auditório E, nos serviços Administrativos do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), para ouvirem, durante a manhã de anteontem (o colóquio começou pelas 9h e terminou já depois das 13h), projectos inovadores no campo dos modelos automóveis e das suas múltiplas capacidades.
Só assim se justifica que o auditório fosse composto (na totalidade) por jovens estudantes de Mecânica e os seus professores.
Aliás, foram dois deles que potenciaram esta iniciativa, precisamente nesta altura (decisiva) do semestre. “A taxa de empregabilidade dos nossos alunos ronda os 100 por cento, aliás, como em todo o ramo mecânico. Esta iniciativa surge na altura certa, já que muitos dos alunos vão firmar, com as empresas presentes, um acordo de estágio e, quem sabe, posterior ingresso nos quadros de pessoal”, destaca Luís Miranda, que, a par de João Francisco Silva, são “os promotores e divulgadores” do colóquio. “Um evento”, reitera, “que contou com orientação e coordenação dos alunos, o que mostra o espírito empreendedor e motivação destes jovens”. Aliás, “ao longo dos 150 anos de existência do ISEP”, esta tem sido uma prática recorrente: “O nosso lema é “saber fazer”. É isto que priveligiamos na formação dos nossos alunos. Mais que explicarmos o que sabemos, queremos que experienciem por eles mesmo”.
Projectos apresentados Foram duas as entidades convidadas a participar no seminário. Primeiro, a Dalphimetal Portugal, uma empresa do grupo TRW Automotive (líder mundial dos sistemas de segurança automóvel), localizada em Vila Nova de Cerveira e Ponte de Lima. A empresa portuguesa produz volantes de couro e poliuretano, módulos e montagens de airbags, e aposta na investigação e desenvolvimento de produtos de segurança viária (mais informações em www.trw.com).
Ao final da manhã, foi a vez de Nuno Silva, da CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel), destacar o papel decisivo do projecto “no apoio às empresas portuguesas junto dos clientes e fomentar competências” para a produçãoi de um automóvel “totalmente português”.
Em mente, “o CEIIA tem, dentro em breve, o lançamento do Vinci GT, um veículo de que ainda não se pode falar muito”.
A SABER…
Novos projectos
O CEIIA já colaborou com o piloto Tiago Monteiro, desenvolvendo “um sistema que permitisse ao piloto beber água à temperatura ambiente durante as provas”. A água que o piloto bebia estava a uma temperatura de 50 graus. “Conseguimos baixar 19 graus”. Neste momento, “desenvolvemos um assento ergonómico tendo como base a cortiça”."