Ano Letivo : 2025/2026

Notícias Quinta, 5 de Março de 2026  19:01:09    v. 26.3.10  |  2026-03-04
Convidado
Mira Amaral quer ensino superior mais activo na requalificação dos portugueses (In Jornal de Negócios)
2007-05-07 09:35:00
por Suzete Maria Gomes Ferreira Vaz

Ver Imagem da Notícia"Ex-ministro da Indústria quer instituições a reciclar formações com pouca procura

O ex-ministro da Indústria e da Energia e actual presidente do Fórum para a Competitividade, Mira Amaral, quer que as instituições de ensino superior sejam mais activas na requalificação dos licenciados com formação menos procurada pelo mercado de trabalho. Durante uma conferência no instituto Superior de Engenharia do Porto, que decorreu na semana passada, insistiu na necessidade das escolas contribuírem para reajustar os desfasamentos entre a procura e a oferta.

"O ensino superior terá que ter um papel na requalificação de licenciados que o mercado de trabalho não procura. Por exemplo: alguém com uma licenciatura em Filosofia pode ser encaminhado para um MBA", argumentou.

"É possível, com bom senso, conferir matérias técnicas a quem não tem formação técnica de base."O ensino superior deve reciclar e dar uma segunda oportunidade a quem não tem um diploma reconhecido pelo mercado", sublinhou. "Em alguns casos, é preciso fazer vias rápidas e apostar em cursos especializados", complementou.

Além de alertar as instituições pára a componente social da requalificação, Mira Amaral reflectiu longamente sobre o papel da inovação e tecnologia em Portugal - a conferência era dedicada às oportunidades do sétimo quadro comunitário de apoio (para a Ciência e I&D) e ao Quadro de Referência Estratégico Nacional.

A propósito da investigação, o ex-ministro deixou uma sugestão ao actual. "Os investigadores que estão ligados a instituições públicas devem ser avaliados pelo número de patentes produzido pelas horas de serviço prestadas as empresas - tal como em Espanha", afirmou.

Ao sustentar que Portugal evoluiu muito na investigação, mas pouco na inovação - "a valorização económica do conhecimento" -, Mira Amaral diz esperar que o futuro coloque um ponto final neste "divórcio" . "Também é preciso que os investigadores tenham uma linguagem mais simples para comunicar com as empresas. Mas tenho esperança que as novas verbas comunitárias injectem sangue novo qualificado nas empresas, gente sensível para esta questão da inovação e da investigação e que compreende a mais-valia de se contratar mestres e doutores", referiu.

"E não me choca que o Estado pague um ou dois anos de salário [às pessoas qualificadas colocadas nas empresas]. Um dos eixos do quadro comunitário de apoio dá importância a isto, que é fundamental", acrescentou.

A terminar, Mira Amaral avançou com um conselho às empresas. "É preciso estar constantemente a gerar fluxos de inovação. Uma companhia não pode repousar em vantagens competitivas estáticas, que são sempre transitórias", concluiu."





Documentos associados (0 ficheiros, 0 links)

Outras Notícias
> Instituto Superior de Engenharia do Porto
> Geral

> Pesquisa
Título/Texto