"A solução de introduzir colunas de brita para estabilizar os terrenos pantanosos da Ota que poderão dar lugar ao novo aeroporto programado pelo Governo é uma solução eficiente, mas deverá implicar mais custos
Em declarações hoje à agência Lusa, o docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) Tiago Sabino esclareceu que a técnica de introduzir colunas de brita (compostas por um material granular) em terrenos pantanosos é já bastante utilizada e testada, mas tornará «mais caro o investimento», nomeadamente ao nível da estabilização de terrenos.
«Neste momento é possível construir um aeroporto em qualquer tipo de terreno, até em cima do mar», explicou o especialista. Para Tiago sabino, se existem outras localizações possíveis para criar um novo aeroporto em Portugal com características geomecânicas que permitem soluções mais baratas, elas são preferíveis ao investimento na Ota.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, reafirmou terça-feira que o concurso para a construção do novo aeroporto da Ota será lançado no segundo semestre, como estava calendarizado.
Referindo não ter ideia de que «sejam cada vez mais vozes a contestar a opção Ota», o ministro afirmou não ver «nenhuma razão para inflectir», observando que o novo aeroporto «é uma obra absolutamente necessária» porque a Portela "está à beira da ruptura".
O ministro afirmou que a opção pela Ota está fundamentada tecnicamente e, respondendo a uma pergunta sobre se o novo aeroporto poderá deixar de servir antes do previsto, afirmou que a Ota pode movimentar até 50 milhões de passageiros por ano.
Mário Lino não se pronunciou sobre propostas de localizações alternativas recentemente apresentadas.