"Novo presidente quer erguer "uma instituição de referência no espaço do ensino superior" nos próximos dez anos
Vítor Santos é o novo presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP), tendo tomado posse há uma semana no Teatro Helena Sá Costa. Até agora, Vítor Santos presidiu ao Conselho Directivo do Instituto Superior de Engenharia do Porto e geriu ao longo de mais de dez anos uma das escolas do instituto. O novo responsável venceu nas eleições os candidatos Fátima Morgado e Nuno Figueiredo, ambos professores da casa, e indigitou como vice-presidentes Rosário Gamboa e Freitas Santos.
Vítor Santos aposta na integração da instituição em redes de ensino e investigação, chegando mesmo a prometer fazer do IPP, no período de uma década, "uma instituição de referência no espaço do ensino superior nacional" e, no espaço de dois mandatos, colocá-lo mesmo entre os seis melhores estabelecimentos de ensino superior do país. A abertura da entidade ao exterior, procurando ter uma voz activa no desenvolvimento não só do Porto, mas também regional, também consta do seu programa. No que toca ao Processo de Bolonha, o IPP está preparado para "a plena adopção" das novas directrizes europeias.
Durante o discurso da tomada de posse, Santos falou do desafio que é assumir o cargo "num momento difícil para o ensino superior português em geral e, em particular, para o subsector politécnico". As menos valias serão a "juventude", fragilidade social e "preconceito social". Na sua opinião, "o elo mais fraco do ensino superior é o subsistema politécnico, para o qual vários analistas prevêem um futuro difícil e os arautos da desgraça".
É a pensar na mudança do cenário actual, no qual Vítor Santos considera que o ensino técnico é visto com "preconceito social", que já está prevista a elaboração de um plano estratégico institucional. O novo presidente quer coordenar directamente a execução deste documento, que, uma vez aprovado, implicará a revisão do modelo orgânico do instituto. Por outras palavras, serão revistos os estatutos e adoptados modelos de gestão distribuída e participada."