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Notícias Quinta, 5 de Março de 2026  17:55:17    v. 26.3.10  |  2026-03-04
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INTERNACIONALIZAÇÃO COMO PRIORIDADE (In Diário Notícias / 1500 Empresas)
2006-03-31 08:32:00
por Suzete Maria Gomes Ferreira Vaz

Ver Imagem da Notícia"FUSÕES E AQUISIÇÕES ND SECTOR FINANCEIRO TÊM-SE REVELADO UMA OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO NO SEGMENTO DOS SEGUROS PARA A I2S

Crescer mas de forma gradual, apostando na consolidação prévia das operações já existentes é o objectivo da I2S - Sistemas e Serviços, SA, empresa do Porto que se dedica ao desenvolvimento e implementação de soluções informáticas para o sector financeiro, especificamente para a área de seguros. Com uma "liderança muito significativa" no ramo vida, a I2S fornece projectos de informatização total às seguradoras de grupos como o BES, CGD, Totta, Banif, BPN, BNC, entre outros.

Com uma sucursal no Brasil, e um processo de internacionalização que abrange países como Espanha, Cabo Verde, Moçambique, Polónia ou Angola, a I2S montou no Porto uma fábrica para desenvolvimento de software, mantendo uma grande ligação dos centros de investigação e desenvolvimentos à universidade e dispondo mesmo de um núcleo de investigação devidamente certificado. "Uma das condições determinantes do nosso sucesso", reconhece Luís Paupério, um dos fundadores e actual presidente da empresa. Foi também responsável pelo desenvolvimento da ferramenta GIS - Gestão Integrada de Seguros que permite, entre funcionalidades, a informatização global com ligação aos bancos, área de contabilidade, enfim, tudo.

"Os seguros são o tipo de actividade que dependem, estrategicamente, dos sistemas de informação", reconhece Luís Paupério. A I2S tem contratos de assistência e formação permanentes e, apesar de contar com uma equipa de 130 colaboradores, o sector comercial é muito reduzido. "Os nossos vendedores são os clientes. Normalmente somos procurados, respondemos a projectos", sustenta, referindo que as fusões e aquisições a que se tem assistindo no mundo financeiro "têm corrido a favor da I2S".

Como em tudo, e porque "Santos da casa não fazem milagres" e os portugueses são, por norma, pouco confiantes nas capacidades dos seus conterrâneos no que se prende, em especial com as novas tecnologias, a I2S teve primeiro que ir para fora provar o seu valor e até de avançar com um outro projecto em parceria com a IBM para oferecer projectos "chave na mão" antes de conseguir conquistar o seu lugar, por direito, no mercado nacional.

Hoje, Luís Paupério defende a criação de um centro de excelência em Portugal neste domínio, de um cluster mesmo, considerando que os clientes na área financeira e dos seguros têm a massa crítica e a dimensão adequada para o desenvolvimento de projectos de inovação que depois poderiam ser exportados.

"São pequenos, mas têm a complexidade toda em termos de produtos e serviços dos seus concorrentes europeus e, portanto, têm a polivalência necessária e a dimensão crítica apropriada para o desenvolvimento de projectos-piloto que depois seriam expandidos além fronteiras", considera o gestor.

O objectivo da I2S passa por "conseguir maior capacidade de resposta", ao mesmo tempo que consolida as suas operações nos mercados internacionais. "Há uma mudança profunda nas nossas soluções tecnológicas, que estávamos a contar fazer numa fase mais tardia e que tivemos de antecipar", reconhece Luís Paupério. Alvo de vários "assédios" e tentativas de "namoros" a I2S não encontrou, para já, o parceiro que lhe interessasse. ''''''''Neste momento, estamos bem. Estamos numa fase de crescimento gradual e é assim que queremos continuar, mantendo as apostas nos países africanos de língua oficial portuguesa, no Brasil e em Espanha", sustenta.

PAULA CARDOSO ALMEIDA

Luís Paupério, 54 anos, é licenciado em engenharia electrotécnica e tem um mestrado em informática. Professor do Instituto Superior de Engenharia do Porto, é fundador do curso de Informática na instituição.

Com quatro colegas do curso fundou, em 1986, a I2S - Sistemas e Serviços, SA, onde se dedicou à concepção e desenvolvimento de software, nomeadamente do GIS. Em 1990 foi nomeado administrador da empresa, à qual preside desde 1994. Mantém responsabilidades sobre a área técnica e a relação com os projectos de formação."



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