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CURSOS COM FUTURO (In Focus / Universitários)
2005-08-03 13:02:00
por Suzete Maria Gomes Ferreira Vaz

Ver Imagem da Notícia"Se não quer estudar anos a fio para, no final, ir aumentar as filas do desemprego, é melhor escolher bem o curso que pretende tirar...

Em época de candidaturas ao Ensino Superior, os estudantes começam a pensar em vocações e em perspectivas de futuro profissional. O pior é quando estes dois parâmetros estão em desacordo... De facto, nem sempre a vocação se adequa ao mercado de trabalho, como é o caso de muitos dos cursos que existem nas universidades e politécnicos portugueses. Para aqueles que já têm as ideias bem definidas, esta não é uma fase difícil. Porém, para os que ainda não sabem muito bem o que querem fazer, a confusão instala-se. Entre aquilo que o aluno pensa serem as suas capacidades e as opiniões dos amigos e familiares, vai muitas vezes uma grande distância, que o candidato simplesmente não se sente capaz de percorrer. A isto juntam-se as perspectivas de emprego da licenciatura ou bacharelato para o qual se está mais inclinado... que nem sempre são muitas. O que acontece é que, ainda assim, muitos jovens optam por seguir o curso que lhes dará mais prazer, sofrendo no final a angústia da procura de emprego.

Outro factor que começa a ser problemático é a fuga à matemática. Muitos estudantes, na tentativa de se livrarem do fantasma da matemática que os assombrou no secundário, acabam por escolher cursos que já estão sobrelotados, como é o caso de Comunicação Social ou Direito. Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, perto de 40 mil licenciados estão votados ao desemprego.

A importância da escola - Um dos factores que as empresas mais valorizam no perfil de formação do recém-licenciado é o prestígio da universidade frequentada e a ligação que esta tem entre o ensino prático e os horizontes de conhecimento teórico que proporciona ao aluno. Por isso, no momento de escolher o rumo que quer dar à sua vida, o aluno deve escolher cuidadosamente a instituição de ensino superior onde pretende tirar o curso. Sem experiência profissional, o recém-licenciado fica "marcado" pelo estabelecimento de ensino que frequentou. Os estabelecimentos públicos são privilegiados, primeiro porque o prestígio internacional é maior e depois porque normalmente o nível de exigência no momento do acesso é maior. Abre-se aqui uma excepção para a Universidade Católica que continua a ser uma das mais prestigiadas do país.

Os cursos e as escolas - No domínio das Engenharias, o Instituto Superior Técnico (IST) continua a liderar as preferências dos empresários. Ainda assim, escolas como a Universidade Nova de Lisboa (UNL), Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), Universidade do Minho (UM), Universidade de Aveiro (UA) ou INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DO PORTO (ISEP) também têm boa "cotação" no mercado. Se especificarmos pelas áreas mais procuradas (Civil e Informática) verificamos que além do IST, se destacam a FEUP e o ISEP, no caso da Engenharia Civil e as UNL e UA, no caso da Engenharia Informática.

Outros cursos bastante procurados são os de Marketing, Gestão e Economia. No que respeita a estes três cursos as empresas preferem recém-formados pelas seguintes escolas: Instituto Português de Administração e Marketing (IRAM), Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCE), UNL, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Universidade Católica Portuguesa (UCP), Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG) e Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE), para o Marketing; UCP, UNL, Instituto Superior de Gestão (ISG), Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), ISCTE, AESE - Escola de Direcção e Negócios e Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), para a Gestão; e UCP, UNL, ISG, ISEG, ISCTE, FEP e FEUC, no caso da Economia.

A empregabllidade dos cursos - Como é sabido, muitos cursos não têm uma empregabilidade muito aliciante. Contam-se entre eles os cursos pouco conhecidos e com poucos alunos, muitos deles pela natureza muito específica dos temas que aborda, como é o caso do Curso de Piano. De acordo com o estudo realizado pela Fundação das Universidades Portuguesas que em 2004 apresentou um relatório sobre alguns cursos do ensino superior, o curso de Medicina possui uma empregabilidade de 100 por cento. Já os cursos de Medicina Veterinária e Arquitectura, dos cursos que possuem as médias mais elevadas em Portugal, começam a ficar saturados, sobretudo para os médicos veterinários de pequenas espécies. Não podemos esquecer que só cerca de 30 por cento dos alunos que ingressam neste curso o fazem como primeira opção. Quanto aos cursos de Antropologia e Economia, as classificações são bastante boas, tendo o primeiro uma empregabilidade de 81,3 por cento, se tratar do curso ministrado no ISCSP. Os cursos de Direito, Sociologia, Ciência Política e Relações Internacionais possuem uma colocação mais difícil, apesar das estruturas de apoio das instituições."

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